Carrie, A Estranha - Stephen King

Carrie, A Estranha
Stephen King | Ponto de Leitura | 296 págs. | Skoob

Solitária, ela carrega dentro de si um ódio cada dia mais profundo. Carrie seria apenas mais uma entre várias adolescentes angustiadas, não fosse um detalhe: ela possui poderes sobrenaturais devastadores. Consegue fazer as coisas se moverem, e esse é o seu jogo, o seu poder e o seu pecado. Aos 16 anos, desajustada socialmente, Carrie prepara sua vingança contra todos os que a prejudicaram. A vendeta vem à tona de forma tão furiosa e amedrontada que até hoje permanece como exemplo de uma das mais chocantes e inovadoras narrativas de terror de todos os tempos.


Carrie White sofre bullying na escola. Por causa do fanatismo religioso da mãe, a menina vive isolada numa bolha cristã e, claro, seus crueis ~colegas~ de classe adoram tirar uma casquinha de sua inocência e estranheza. Enquanto isso, Carrie tenta fugir das garras da mãe o máximo que pode: lendo revistas teen escondida, tomando banho com as outras colegas e coisas assim. Pequenos atos de rebeldia numa tentativa desesperada de se enturmar. O que esses colegas não sabem é que Carrie é dona de um poder capaz de destruí-los apenas com a força do pensamento.

Não achei que o livro foi de terror. Diria que é mais um drama/suspense. E olha que posso falar com propriedade no assunto porque sou muito medrosa. Se eu que sou eu não fiquei com medo, com certeza você, caro leitor, que estava em dúvida se lia ou não esse livro porque achou que ia passar noites em claro, pode ir com fé que tá tudo certo. Quanto a isso, fiquei um pouco decepcionada, até. Achei que ia me borrar, mas foi super tranquilo. Uma parte dessa falta de terror foi, inclusive, culpa do próprio King.

A narrativa é em terceira pessoa e é cortada por trechos de livros, artigos científicos e entradas de jornais relacionadas ao que chamam de "Caso Carrie". Apesar de ter sido uma boa ideia, ela foi mal executada. Desde o começo você já sabe do poder de Carrie e que, na noite do baile dos formandos de 79, alguma coisa muito horrível aconteceu por causa dele. Ou seja, toda a graça do livro já é de conhecimento do leitor desde o início! Achei que a previsibilidade anulou a ótima escrita e a ideia foda de King.

Essa minha edição é de bolso, mas a diagramação está ótima. A fonte grande, o espaçamento duplo e as páginas amarelas fazem da leitura um momento agradável e não aquele calvário que normalmente esse tipo de edição faz você passar. Aliás, uma dica: comprei pelo submarino sem saber que era edição de bolso porque não estava escrito em lugar nenhum. Cuidado!
O único problema causado pela editora foi a tradução. Tá bizarra demais, cheia de erros grotescos que não deveriam acontecer numa tradução profissional. Se puderem, invistam em outra.

Bom, pra mim, Carrie tinha tudo pra ser uma puta história, mas foi mal executada.

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