Dirty Dancing e a dança nos anos 60


Todo mundo aqui já viu ou pelo menos ouviu falar de Dirty Dancing, né? Quem não conhece a famosa cena em que Johnny e Baby dançam I've had the time of life como uma protesto contra a proteção do pai de Baby e o conservadorismo dos hóspedes do resort em Catskills? Esse filme fez parte da minha vida porque minha mãe era louca por ele. Assistíamos periodicamente e nunca nos cansávamos.

Outro dia esbarrei num artigo sobre como Dirty Dancing não é apenas um filme sobre um amor proibido com cenas quentes de dança. Na verdade, de um jeitinho bem sutil e em doses homeopáticas, a história aborda assuntos bem polêmicos (ainda mais para a época), como a questão do aborto e a diferença de classes. O texto está em inglês e super recomendo.

No artigo, a autora Lesley cita que a roteirista do filme, Eleanor Bergstein, baseou a história em suas próprias experiências quando adolescente. Gente, calmaí. Sabe quando a Baby vê pela primeira vez os funcionários do resort dançando sem ser na frente dos hóspedes?



Essa cena foi cortada da versão pra TV e só a descobri quando minha mãe ganhou um DVD cheio de extras. Vocês devem imaginar que a família brasileira ficaria escandalizada se visse isso na sessão da tarde e, na minha cabeça de criança, me perguntei se as pessoas realmente dançavam daquele jeito nos anos 60. Por isso, quando descobri que a Eleanor poderia ter registrado isso de forma mais detalhada em um livro, por exemplo, fiquei desesperada tentando encontrar suas obras.

Infelizmente, parece que essa mocinha se dedicou mais ao cinema do que a qualquer outra coisa e não há nenhum livro sobre esse assunto especificamente. Entretanto, Advancing Paul Newman conta a história de duas mulheres, ambas associadas à escrita de alguma forma (uma é agente literária e a outra, escritora), procurando por amor. Por ser um livro muito antigo (1973) e não conhecido, é difícil encontrar informações sobre ele. A sinopse no goodreads diz "The Ultra-Novel about "Sex in the Sixties"... A story of two liberated women looking for love..." e só. Bom, se for no mínimo parecido com Dirty Dancing, ainda que somente na visão política (o que parece ser o caso, já que não consigo imaginar muitos autores tendo coragem de escrever sobre a vida sexual de mulheres nos anos 60), já vale super a pena, não é?

Deixem nos comentários se vocês conheciam alguma outra coisa da Eleanor, se já leram algum livro dela e o que acharam de Dirty Dancing. Enquanto isso, fiquem com a cena clássica da dança final e repitam comigo: nobody puts baby in a corner!

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