Spell Bound, Rachel Hawkins

Spell Bound
Hex Hall #3
Rachel Hawkins | Hyperion | 327 págs. | Skoob

Just as Sophie Mercer has come to accept her extraordinary magical powers as a demon, the Prodigium Council strips them away. Now Sophie is defenseless, alone, and at the mercy of her sworn enemies—the Brannicks, a family of warrior women who hunt down the Prodigium. Or at least that’s what Sophie thinks, until she makes a surprising discovery. The Brannicks know an epic war is coming, and they believe Sophie is the only one powerful enough to stop the world from ending. But without her magic, Sophie isn't as confident. Sophie's bound for one hell of a ride—can she get her powers back before it's too late?
Depois da emoção de ler o segundo livro de Hex Hall (aquele final! <3), terminar a trilogia desse jeito foi um pouco decepcionante. Não foi ruim, mas eu esperava um pouco mais de adrenalina.

Como foi dito na resenha do primeiro livro, a trama começou de um jeito despretensioso e foi ganhando seriedade com o passar do tempo, apesar do tom divertido dado principalmente pela protagonista Sophie Mercer. Talvez, se Rachel Hawkins tivesse explorado mais o lado sombrio, o livro não se encaixaria na categoria de Young Adult e perderia grande parte do público. De qualquer forma, eu, pessoalmente, não achei isso ruim porque tenho medo de histórias de terror :P

Só que toda essa vontade de fazer um YA incomodou um pouco. O triângulo amoroso, claramente empurrado pelas goelas do leitor, foi super capenga e provavelmente uma jogada de marketing. Apesar de num primeiro momento o casal Sophie e Archer parecer meio falso, no terceiro livro você já está apegado a eles porque né, são dois livros de romance. E também, em A Maldição, Archer aparece mais e melhor, ganhando um papel importantíssimo na trama. Enquanto isso, Cal está ali pairando sob os dois, como um cisco no olho. Talvez seja crueldade falar isso de um personagem tão doce, mas estava claro desde o começo a incompatibilidade entre ele e Sophie. Os dois não têm nada em comum além de serem prodígios e um relacionamento entre eles seria forçado. Portanto, pra mim, esse triângulo amoroso foi desnecessário e estragou um personagem que faria mais sentido se mantido em segundo plano.

Além disso, a resolução dos problemas não foi emocionante pra mim. Eu esperava uma Sophie mais independente, uma heroína de verdade, mas ficou claro sua incapacidade de resolver os casos sozinha, sempre dependendo de terceiros (não estou falando só de Spell Bound). Embora Elodie estivesse errada sobre Sophie ser uma má bruxa porque bom, ela não é uma bruxa, o conceito ainda cabe aqui: Sophie não presta pra ser uma Prodígio. Mesmo assim, não deixa de ser super carismática e engraçada. Metade da qualidade dessa trilogia veio do sarcasmo da protagonista.

Admito ter me decepcionado com Spell Bound, principalmente depois do furacão de A Maldição. Dificilmente acho o livro do meio de uma trilogia o melhor. Na verdade, deve ser a primeira vez que isso acontece. De todo modo, não foi inteiramente ruim. Valeu a leitura!

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