Hex Hall, Rachel Hawkins


Hex Hall
#1
Rachel Hawkins | Galera Record | 303 págs. | Skoob



Há 3 anos, Sophie descobriu que não é uma menina como as outras. Ela é uma bruxa e, até agora, isso só lhe trouxe alguns... arranhões! Sua mãe fez tudo o que pôde para ajudar: leu o que conseguiu encontrar sobre bruxas, fadas e magia; procurando consultar o pai ausente de Sophie — um poderoso feiticeiro europeu — só quando necessário. Até que a menina atrai atenção além da conta depois de um feitiço de amor poderoso demais... E é seu pai que define a sentença: Sophie deve ir para Hex Hall, um reformatório afastado de tudo e de todos que está sempre de portas abertas para receber qualquer “prodígio” que saia da linha — ou seja, além de bruxas como Sophie, fadas, metamorfos etc. E a tendência de Sophie para encrencas não decepciona. Já no fim do primeiro dia, ela acumula problemas: três poderosas inimigas que mais parecem supermodelos, uma fantasma que cisma em persegui-la, uma paixonite idiota pelo feiticeiro mais charmoso da escola — e ele tem namorada, mas como Sophie poderia saber? Para piorar, sua companheira de quarto é a pessoa mais odiada do campus, e a única vampira entre os alunos... Sim, os sanguessugas não têm boa fama, e uma série de ataques a estudantes acaba fazendo da única amiga de Sophie a suspeita número um na mira do Conselho e da direção da escola. Isso não é tudo, e Sophie precisa se preparar. Uma antiga sociedade secreta determinada a destruir todos os prodígios, inclusive e principalmente ela, parece estar mais próxima do que nunca de Hex Hall. Sophie terá de descobrir, do que sua magia é capaz e, sobretudo, suas origens e quem ela é de verdade.

Uma boa notícia sobre Hex Hall: não é mais um YA bobinho e previsível!

Ok, a história não é lá essas coisas. Não mudou a minha vida em nadinha, com algum ensinamento profundo e tudo o mais. Porém, como disse mais acima, a trama me surpreendeu de verdade. Desde o começo várias teorias começaram a se formar na minha cabeça (todo leitor faz isso, né? Tenta adivinhar qual vai ser o desfecho e como ele vai acontecer) e apesar de algumas estarem certas, fui surpreendida incontáveis vezes durante a leitura. Foi uma sensação muito boa, pois não esperava muita coisa desse livro.

Pra começar, a escrita da Rachel é muito gostosa. Não só porque é fácil de ler, mas também por ser engraçada. E como a narração é em primeira pessoa, logo entende-se que a personagem principal Sophie é a engraçada. As tiradas dela realmente tiram sorrisos da gente. Não é aquela coisa forçada e meio idiota rolando por aí. Rachel Hawkins sabe criar uma personagem irônica. Além disso, tem uns elementos muito sérios incutidos na trama como mortes, por exemplo. Porém o tom da narrativa minimiza a tenebrosidade por causa das piadinhas e ironias. Entretanto, para uma cagona de primeira categoria como eu, não funcionou muito bem. Juro ter ficado com medo enquanto lia Hex Hall. Patético, eu sei.

Fora isso, o único ponto negativo pra mim foi o romance. Deu pra perceber que a autora quis colocar aquele elemento ali, mas não queria focar nele. Talvez ela nem quisesse e algum editor bundão achou melhor desse jeito e o negócio ficou meio mal feito. Isso porque não são desenvolvidas muitas cenas entre Sophie e seu par romântico, elas só são "contadas". Mais ou menos assim "então, fulano e eu temos no aproximado muito ultimamente". Tá, se aproximado como? As cenas diretas entre o casal quase não existem, então ele não cativa. Você não fica torcendo pelos dois e não acha o Sophie e Archer a coisa mais fofa do mundo, sabe?

Como já disse, não achei a história em si sensacional, mas achei o livro bem escrito (tirando a parte do casal), bem construído e me surpreendeu, algo que não tem acontecido muito ultimamente. Tem também as brechas deixadas para a continuação. Não me deixaram morrendo de ansiedade, porém com certeza desconfortável em não saber o que acontece a seguir.

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