Requiem, Lauren Oliver

ATENÇÃO! Essa resenha contém spoilers para quem não leu Pandemônio e Delírio. Também contem spoilers do próprio Requiem, que está sinalizado no texto.


Requiem
Delirium #3
Lauren Oliver | HarperCollins | 391 págs. | Skoob


The extraordinary epic finale to the New York Times bestselling Delirium trilogy

Now an active member of the resistance, Lena has been transformed. The nascent rebellion that was under way in Pandemonium has ignited into an all-out revolution in Requiem, and Lena is at the center of the fight. Of Pandemonium, ALA Booklist noted that "like all successful second volumes, this expands the world and ups the stakes, setting us up for the big finale."

After rescuing Julian from a death sentence, Lena and her friends fled to the Wilds. But the Wilds are no longer a safe haven—pockets of rebellion have opened throughout the country, and the government cannot deny the existence of Invalids. Regulators now infiltrate the borderlands to stamp out the rebels, and as Lena navigates the increasingly dangerous terrain, her best friend, Hana, lives a safe, loveless life in Portland as the fiancée of the young mayor. Requiem is told from both Lena's and Hana’s points of view. The two girls live side by side in a world that divides them until, at last, their stories converge.

With lyrical writing, Lauren Oliver seamlessly interweaves the peril that Lena faces with the inner tumult she experiences after the reappearance of her first love, Alex—the boy she thought was dead. Sophisticated and wide-ranging, Requiem brings the Delirium trilogy to a thrilling conclusion.

Esse livro me deixou numa ressaca literária tão fudida que não consigo nem resenhá-lo nem ler outros livros! E o pior de tudo é o que o final da trilogia nem foi tão bom assim. O desenrolar da história foi, desde o começo, sensacional, mas o final foi uma droga, me decepcionou bastante.

Estou tentando escrever esse texto pela milésima vez, vamos ver se vai.

Dessa vez, Lena está se mudando novamente, agora com a companhia de Julian e de... Alex. A volta dele me deixou muito puta em Pandemônio. Na resenha eu deixei um comentário sobre isso pra quem quisesse ler e vou reiterar aqui: não havia necessidade nenhuma de trazê-lo de volta. Eu já estava acostumada com a ideia da morte dele e gostei bastante de Julian, que pareceu a versão masculina de Lena em Delírio, se apaixonando e aceitando a ideia de ter contraído o amor deliria nervosa. Por isso às vezes penso que algumas pessoas têm razão em falar mal de YAs. Eles fazem esse tipo de coisa, constroem triângulos amorosos sem necessidade nenhuma só porque as menininhas melequentas gostam. Pra que colocar Lena nessa situação, cara? Super desnecessário.

E acho isso tudo porque há muito plano de fundo muito bom pra sustentar essa história. A revolução parece mais nítida, o caminho mais pedregoso e a resistência parece estar em desvantagem. Lena está cada vez mais engajada com a situação, mas precisa ficar se preocupando com os dois mocinhos ao invés de se concentrar na funcking GUERRA que está acontecendo. Entendem o que eu quero dizer? Lauren Oliver criou um puta dum universo maneiro, uma protagonista que cresceu e amadureceu de forma real durante a série e voltou com um clichê nojento que não trouxe nada de bom, pelo menos ao meu ver (pelos comentários no Skoob, muita gente gostou da volta do Alex). Pra mim, isso tem dedo de editor, sabe. Confio demais na genialidade da autora pra ter criado essa merda.

E sabem o que é o pior? Vou contar um spoiler pra vocês que nem é muito spoiler, estejam avisados. No final, ELA NÃO FICA COM NENHUM DOIS. MANO. VEI. FIQUEI PUTA. A impressão foi que Lauren não soube o que fazer com essa situação e simplesmente deixou pra imaginação dos leitores. O Alex é muito legal, mas o Julian também é e a escolha de um deles geraria revolta nos fãs. Então ela simplesmente não fez escolha nenhuma e que se foda a gente.

Não fiquem putos comigo por contar isso porque Requiem vai muito além desse triângulo amoroso idiota. Lena está no olho do furacão da revolução e é muito bacana ver essa chama acesa no coração dos cidadãos. Fala sério, a trilogia Delírio trata de um assunto muito bonito, que é a escolha de amar, de fazer as suas próprias escolhas, por mais que elas sejam erradas. Você tem o direito de seguir qualquer caminho e o sabor da liberdade não pode ser pago. Eu acredito muito nisso. Acredito que a gente deve lutar pelo direito de escolher.

Enfim, a narrativa é tão boa quanto nos outros livros. Flui tão bem em inglês quanto em português. Acho que não precisa ser fluente pra ler não. Eu fiz três anos de Fisk e consegui normalmente. Reparei também que a tradução para o português ficou muito boa, sem perder o estilo da autora, só que parece que censuraram alguns palavrões.

Outra coisa bacana é a volta de uma personagem muito querida, a Hana! Dessa vez, os capítulos são narrados em ordem cronológica, alternando entre Lena, que está viajando pelos EUA e Hana, que ainda está presa em Portland, mas tendo alguns problemas com a cura (vish).

Gostei sim de Requiem e fiquei revoltada com o final, porém ao mesmo tempo que tem essa cagada, termina com uma cena muito linda e simbólica.

Agora quero ler Antes Que Eu Vá e esperar outros trabalhos maravilhosos de Lauren Oliver, da qual virei fã! <3

(essa resenha foi uma merda, mas vai assim mesmo pra ver se consigo me livrar da síndrome de delirium)

Comentários

  1. Bom, acho que a resenha ficou muito boa. Mas descordo em alguns pontos. Acho que a volta do Alex foi bem previsível. No final de "Delírio", pelo menos pra mim, ficou muito claro que ele não havia morrido. E pra mim "Pandemônio" foi um livro bem ruim, comparado ao primeiro. A impressão que eu tive, é que a autora estava com pressa e escreveu qualquer coisa. Acho que vou ler "Requiem" só por desencargo de consciência mesmo. Enfim, sem nenhuma expectativa.

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    1. Eu concordo que ficou previsível a volta do Alex, mas discordo sobre Pandemonium ter ficado meia-boca. Acho que o primeiro livro foi a introdução ao romance, delineando características superficiais sobre os personagens e se fixando na história em si. Já no segundo livro a Lauren procurou mostrar as repercussões psicológicas devido aos acontecimentos de Delirium. Isso amarra a história, sim, deixando a leitura cansativa até, mas ao final tenho certezaqu o apanhado dos três volumes seria insuficiente se Pandemonium fosse de outra forma

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    2. Agora que paro pra pensar foi bem previsível mesmo, mas porque isso é roteiro de YA e não por qualquer coisa que tenha acontecido na trama em si.

      Já eu gostei bastante de Pandemônio, foi importante pra Lena sair do muro e decidir se queria ficar contra ou a favor da revolução.

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  2. Bom, acho que a resenha ficou muito boa. Mas descordo em alguns pontos. Acho que a volta do Alex foi bem previsível. No final de "Delírio", pelo menos pra mim, ficou muito claro que ele não havia morrido. E pra mim "Pandemônio" foi um livro bem ruim, comparado ao primeiro. A impressão que eu tive, é que a autora estava com pressa e escreveu qualquer coisa. Acho que vou ler "Requiem" só por desencargo de consciência mesmo. Enfim, sem nenhuma expectativa.

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  3. Eu amo Delírio e Pandemônio foi bem meia boca, a volta de Alex era crucial, sem Alex tudo ficou megaaaa chato, ele era o coração de toda a história dela. Fiquei triste com seu spoiller, devia não ter lido nada aqui!!!!! =/

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    1. Você não conseguiu ler no começo ? Onde diz que continham spoiler ? Acho que não -.-

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    2. Desculpa, mas a Marieta (Marieta Severo? ahsuahushas) tem razão. Todos os spoilers foram sinalizados.

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  4. Só acho que cada um tem sua maneira besta de pensar maaaaaas, nao tem como não AMAR a trilogia da Lauren ;)

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    1. Se cada um tem sua maneira de pensar - sendo besta ou não -, então há sim a possibilidade de não AMAR.

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  5. Olha, a volta do Alex ficou bem óbvia em Pandemonium e já digo o porque:
    Em Delirium ele foi o personagem-chave pro desenrolar do enredo, primeiramente. A suposta morte dele ficou muito vaga no primeiro livro e tudo o mais. Por se tratar de um livro de caráter distópico (classificação de alguns romances onde só dá merda; ex: Romeu e Julieta e em termos mais atuais o Jogos Vorazes) ou a Lena definharia pela falta do Alex até o fim e terminaria sozinha... Ou, como no caso, ela ia se apaixonar novamente e aí certamente ele apareceria.

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    1. Anônimo, acho que há um equívoco aqui quanto a classificação de distópico. Romeu e Julieta não é um romance distópico '-'

      Distopia é o enredo cujo cenário é um mundo pós-apocalíptico, sendo apocalipse aqui não necessariamente um desastre natural. Exemplos: Jogos Vorazes, 1984, Admirável Mundo Novo, Laranja Mecânica, A Floresta de Mãos e Dentes... Pelo menos falando em yound adults contemporâneos, o conceito de distopia é esse.

      Concordo com você que a volta do Alex seja óbvia, mas não por esse motivo e sim porque é quase uma fórmula dos YAs ter um triângulo amoroso. Só que eu tinha esperança de a Lauren Oliver fazer alguma diferente.

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    2. Eu achei a volta de Alex óbvia e não entendi porque ela não foi atrás dele já que a própria mãe dela viveu anos nas criptas e nunca foi morta.
      Não entendi tbm essa de Romeu e Julieta ser distópico.
      Quanto ao triângulo amoroso lembro que o que mais gostei em divergente foi justamente o fato de não ter essa frescura. Mas se no final ela não fica com nenhum dos dois então eu acho até melhor pq isso sim é menos óbvio.

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  6. Este comentário foi removido pelo autor.

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  7. Onde eu posso comprar traduzido ? Gente tô atras do livro e não acho ! Já li e tenho os dois livros e gostei bastante , mas tb não curti o triangulo na qual envolveram a Lena com outras coisas mais importantes acontecendo ¬¬ boom por favor, se alguém souber onde posso comprar me avisem ! Quero mt ler, valeu e gostei da Resenha haha :D

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  8. Acabei de ler pandemônio e sério não curti o rumo da história e principalmente essa coisa de dois mocinhos...
    Primeiro, eu tinha certeza que Alex não tinha morrido! E não entendia como a Lena passou todo aquele tempo sem querer confirmar se o amor da vida dela estava morto. Esperei ele voltar o livro todo. E ele aparece somente na fucking última página!
    Não sei se li muitas distopias, mas o segundo livro me irritou com a narrativa da selva, da falta de comida, das dificuldades, blá, blá, blá que já li na série Feios e Jogos Vorazes. Peguei justamente essa pq o foco era o AMOR e no segundo livro o foco fica na resistência, ao contrário do primeiro em que a Lena estava descobrindo esse sentimento.
    Agora não sei se vou me dar ao trabalho de ler o final... o final, que acabei lendo no seu post é parecido com a série Feios em que depois de tudo, a mocinha não fica com ninguém :/
    Nesse ponto jogos vorazes é mais completo, pois aborda a trama do governo e a luta, mas dá um final feliz para os protagonistas.
    É isso, obrigada por compartilhar sua opinião, precisava desabafar depois de finalizar esse segundo livros, rs.
    Bjs

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  9. Sério. ?. Gente, eu descobri q existe os diários de alguns personagens!!! Perfeito!!
    -Hana.
    -Annabel (mãe de Lena).
    -Raven.
    Leiam é muito bom mesmo. E além de ser muito bom, eu descobri muitas coisas bombásticas!! Vcs vão se apavorar hehe

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