Cidade dos Ossos, Cassandra Clare


Cidade dos Ossos
Os Instrumentos Mortais #1
Cassandra Clare | Galera Record | 462 págs. | Skoob


Um mundo oculto está prestes a ser revelado... Quando a jovem Clary decide ir para Nova York se divertir numa discoteca, ela nuca poderia imaginar que testemunharia um assassinato - muito menos um assassinato cometido por três adolescentes cobertos por tatuagens enigmáticas e brandindo armas bizarras. Clary sabe que deve chamar a polícia, mas é difícil explicar um assassinato quando o corpo desaparece no ar e os assassinos são invisíveis para todos, menos para ela. Tão surpresa quanto assustada, Clary aceita ouvir o que os jovens têm a dizer... Uma tribo de guerreiros secreta dedicada a libertar a terra de demônios, os Caçadores das Sombras têm uma missão em nosso mundo, e Clary pode já estar mais envolvida na história do que gostaria.

Ai, gente. Às vezes acho que a blogosfera é uma merda, viu. Quando um livro faz muito sucesso e as pessoas ficam enlouquecidas por eles, a gente cria muita expectativa, esperando amar o dito cujo também. Isso tem me frustrado muito ultimamente porque, como vocês podem ver, tenho feito muitas resenhas não-tão-positivas-assim. Então, pera. Isso quer dizer que eu não gostei de Cidade dos Ossos?

Sim.

Primeiramente, gostei bastante do universo paralelo criado por Cassandra Clare e como ela o fundiu com o mundo humano. A bizarrice ficou pra todos esses nomes diferentes. Tudo, qualquer coisinha tem nomenclatura, então fica uma coisa meio brega. Não sei se vocês já viram a peça Nóis Na Fita, mas tem uma parte que eles falam mais ou menos assim "chega uma hora que eu não sei se a espada é de waka waka, o cavalo de glinglow e o mago da PUTA QUE O PARIU". Foi bem assim nesse livro. Esse monte de nome é cafona, mas isso é um aspecto bem pessoal.

Sobre a narrativa, achei que fluiu bem e que a autora escreve mais ou menos. Odeio quando falam "fulano escreve mal", então não vou dizer isso da Cassandra. Vou dizer que a escrita dela é boa, mas ela não sabe fazer comédia nem suspense. Achei as piadinhas super forçadas e sem graça, porém isso pode ter sido culpa tradução, fica a dúvida. Além disso, os desfechos são previsíveis. Poucas coisas eu não adivinhei antes de realmente acontecerem e espero que isso mude nos próximos livros, porque eles são longos e é super broxante você ler tudo isso e não ter quase surpresa nenhuma no final.

A única coisa que gostei pra caramba foi o vilão Valentim. Ele é manipulador e cara-de-pau, ou seja, perfeito (para um vilão). E o melhor de tudo é que o cara é dissimulado, ou seja, ele realmente acredita no que faz, a visão de justiça dele é totalmente deturpada. Quer dizer, a causa pela qual ele luta é nobre, mas não desse jeito, né. O único problema é que a autora parece ter tirado a inspiração para esse personagem de uma figura não muito querida na história Explicação para esse comentário a seguir. Seleciona o texto para ler. (Fanatismo + raça pura. Isso não te lembra um tal de Hitler?).

Dos outros personagens, só Simon me cativou. O que Clary fez de importante pra trama? Porra nenhuma. Jace é um metido melequento chato, Isabelle é nojenta e o irmão dela também. Só Simon é fofo e corajoso, mesmo sendo um mundano. Torço para que ele tenha mais espaço na série com o passar do tempo.

Bom, eu não vou seguir com o resto tão cedo, mesmo tendo os dois livros seguintes, porque quero ler tudo de uma vez e pra isso preciso esperar o lançamento do desfecho.

É isso.

Até mais!

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