Como Fui Esquecer Você, Jennifer Echols


Como Fui Esquecer Você
Jennifer Echols | Pandorga | 271 págs. | Skoob


Existem muitas coisas que Zoey gostaria de esquecer. Que seu pai engravidou a namorada de vinte e quatro anos. Seu medo de que toda a cidade descubra sobre o colapso nervoso de sua mãe. Do belo e sombrio, Doug, o bad boy da escola que a perturba. Sentindo como se sua vida estivesse prestes a se tornar uma completa bagunça, Zoey luta da única forma que sabe, usando sua famosa atenção em detalhes para assegurar seu lugar como a filha perfeita, a aluna perfeita, e a namorada perfeita para o popular jogador de futebol americano, Brandon. Mas, em seguida, Zoey se envolve em um acidente de carro e no dia seguinte há apenas uma coisa da qual ela não consegue se lembrar - a noite do dia anterior. Saíra com Brandon como pretendia? Mas então porque Brandon a estava evitando? E porque Doug, de todas as pessoas, de repente está agindo como se algo de importante tivesse acontecido entre os dois? Zoey apenas lembra de Doug tirá-la do carro, mas ele continua a se referir ao que aconteceu aquele noite como se fosse algo mais. E Zoey está aterrorizada em admitir o quanto não pode se lembrar. A controlada e meticulosa Zoey está rapidamente perdendo o controle de todos os detalhes importantes de sua vida - uma vida que parece estranhamente vazia de Brandon e estranhamente preenchida por Doug.

O grande barato de ler um livro sem muitas expectativas é se surpreender. E Como Fui Esquecer Você foi uma baita surpresa! Na minha cabeça, a história seria bem água com açúcar, um YA levinho, pra ler rapidinho, sem precisar pensar muito. E foi bem assim mesmo, mas por alguns motivos, me cativou muito e me deixou mergulhada na leitura.

Pra começar, Jennifer Echols tratou do tema sexo com uma naturalidade que nunca vi antes em um YA. Normalmente, esse aspecto fica muito romantizado ou, numa tentativa de torná-lo sexy, acaba se tornando vulgar. Nesse caso, a coisa toda foi tratada com tanta realidade que fiquei muito impressionada. A autora não tentou fazer do ato em si um aspecto importante da trama. Não teve nada muito detalhado nem foram usados termos "técnicos", digamos assim. O que ela quis tirar do sexo foi o que ele representa na vida dos adolescentes, que é algo que eles fazem, sentem prazer sim e só. Sem muito mistério ou mistificação.

Sobre os personagens não há muito o que falar. São bem comuns, nada de muito especial. A protagonista Zoey é bem chatinha, do tipo que é certinha e com alguns preconceitos, além de ser bem lerdinha pra perceber as coisas. Seu quase par romântico Doug é engraçadinho e sarcástico enquanto o outro par romântico, Brandon, é o estereótipo do gostoso-que-não-presta. E Zoey vai se envolver logo com ele.

O legal desses três é que não se trata de um triângulo amoroso tradicional, onde os dois caras estão perdidamente apaixonados pela mocinha e esta, por sua vez, não consegue se decidir. Desde o começo, Zoey está certa de com quem deve ficar e nós vamos acompanhando a desconstrução dessa certeza ao longo da leitura.

Outros personagens importantes são as melhores amigas da protagonista, duas gêmeas doidinhas que se comunicam por transmissão de pensamento e os pais de Zoey, que são de dar dos nervos, principalmente o pai dela. Embora não estejam fisicamente presentes na trama, a sombra deles paira sob Zoey e este é o plano de fundo do ponto principal da trama, que é o romance. Gostei de como ele foi construído. Vejam bem, o pai de Zoey está viajando e sua mãe está internada num hospício, mas a ideia deles está constantemente assombrando nossa "heroína".

Enfim, é um livro super fofo, bem levinho e nada complexo, mas que te deixa suspirando quando fecha a última página, sabe? Acho que daria um bom filme de comédia romântica, sério mesmo.

Quero ler outros livros da autora. Espero que me façam fica toda boba como esse!

P.S.: Estou trocando no Skoob. Clique aqui se tiver interesse.

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