Irmandade da Adaga Negra, J. R. Ward (+18)

Essa resenha será um pouco diferente. Vou falar da série IAN em geral e não de algum livro específico. Apesar de não ter lido todos os volumes, dá pra ter uma ideia de como a banda toca a partir dos três primeiros. Bora começar?

A Trama

A Irmandade da Adaga Negra é uma saga vampiresca hot. Dá pra notar a ênfase da autora na putaria porque a trama por trás disso é muito superficial, mal formulada e sem objetivo. Desculpa, gente, mas é verdade. Para combater os super vampiros da Irmandade da Adaga Negra, existem os redutores, uma espécie de sem-almas cujos papeis na vida são a matança de seres da noite. Para isso, eles não bebem, comem ou transam, a fim de manter o foco.

Ward podia ter tirado daí uma história bacana se o chefe dos redutores não mudasse a cada sequência. Durante o decorrer do livro, e aqui estou falando de cada um isoladamente, a treta acaba não dando em nada no final. Isso gera uma falta de objetivo, empobrecendo o enredo.

Os Personagens

Quando li Amante Sombrio fiquei animadíssima. Gostei da personalidade dos protagonistas, o Rei Cego e a vampira Elizabeth. Quando passei para o Amante Eterno pareciam os mesmos personagens com nomes diferentes! O homem é explosivo e protetor com sua amada. Gosta de briga, sempre anda armado "até os dentes" e é o mais letal da Irmandade. Sério. J.R. disse a mesma coisa sobre Wrath, Zsadist e Rhage. "Fulano, com certeza, é o membro mais letal entre os Irmãos".

Já a mulher é uma inexperiente na arte do sexo e nunca experimentou nada igual antes de ficar com o guerreiro. E vale ressaltar que as mocinhas sempre ficam em segundo plano, sob as asas de seus machos, sem nenhum papel efetivo na fraca trama de IAN.

Uma amiga disse pra eu ler esses livros entre espaços longos de tempo. Aconselho vocês a fazer o mesmo. Ler os três seguidos foi uma péssima ideia. Apesar de a história de cada guerreiro ter sido aprofundada, continuou roteirizado e mecânico, sem nenhuma surpresa.

O Sexo

Ah, gente, não vou mentir pra vocês: curto mesmo livros hot, ainda mais se tiver uma trama legal pra sustentar (vide série Georgina Kincaid). No caso de IAN, esse foi um ponto negativo pois o foco da autora vai diminuindo de intensidade conforme a série avança. Isso mesmo: a saliência vai se tornando cada vez mais escassa e como não há uma história sólida pra se contar, o livro se torna um grande nada. Parece muito Crepúsculo, cheio de capítulos sobre sofrimento emocional.

Boooooooooooooooooooring.

Não sei se esse aspecto muda com o decorrer da série. Essa é uma saga longa não só pelo número de livros como pelo de páginas também. 400 páginas de mimimi, pelamor, não dá, né?

Porém, o pior de tudo não é nada disso. É o conservadorismo da autora. Estão incutidas, em seu texto, algumas ideias retrógradas. (leve, bem leve mesmo, spoiler) Por exemplo: em uma cena de Amante Desperto, Bella se propõe a transar com Zsadist de quatro, pois, segundo ele, só faz assim. O cara, por sua vez, diz: "não, não com você", num tom de que ela é especial demais para transar nessa posição. Então só as putas transam de quatro? Ah, por favor. (fim do spoiler leve)

A Edição

Em Amante Sombrio, a Universo dos Livros fez um trabalho muito porco tanto na revisão quanto na edição. Em Amante Eterno houve uma melhora considerável. Não lembro de erros de gramática, mas eles existiram sim em uma escala muito menor, assim como a falta de travessões etc.

Resumo da Ópera

É legal ler o primeiro livro e dar um tempo antes de seguir para o próximo. A novidade é muito maneira, mas depois fica na mesmice, tipo Gossip Girl. Digam nos comentários como a coisa segue a partir de Amante Desperto. Quem sabe não me deixa curiosa? ;)

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