Destino, Ally Condie


Destino
Matched #1
Ally Condie | Suma das Letras | 240 págs. |
Skoob

Cassia tem absoluta confiança nas escolhas da Sociedade. Ter o destino definido pelo sistema é um preço pequeno a se pagar por uma vida tranquila e saudável, um emprego seguro e a certeza da escolha do companheiro perfeito para se formar uma família. Ela acaba de completar 17 anos e seu grande dia chegou: o Banquete do Par, o jantar oficial no qual será anunciado o nome de seu companheiro. Quando surge numa tela o rosto de seu amigo mais querido, Xander - bonito, inteligente, atencioso, íntimo dela há tantos anos -, tudo parece bom demais para ser verdade. Quando a tela se apaga, volta a se acender por um instante, revelando um outro rosto, e se apaga de novo, o mundo de certezas absolutas que ela conhecia parece se desfazer debaixo de seus pés. Agora, Cassia vê a Sociedade com novos olhos e é tomada por um inédito desejo de escolher. Escolher entre Xander e o sensível Ky, entre a segurança e o risco, entre a perfeição e a paixão. Entre a ordem estabelecida e a promessa de um novo mundo.
Durante o começo e meio do livro, uma resenha super negativa estava se formando na minha cabeça. Estava pronta para esculachar Ally, tanto que desisti da leitura porque estava avançando de forma sofrida. Porém, o peso na consciência de abandonar mais um livro me fez retomar Destino. Ainda bem.

Como vocês já perceberam, o começo e meio foram muito ruins, na minha opinião. Ally criou uma distopia em cima de uma sociedade reconstruída, logo o modo de vida das pessoas é completamente diferente do atual. Ela usa terminologias diferentes, nomes nunca vistos antes e não os explica. Não sei se foi lerdeza da minha parte não ter entendido tudo nos mínimos detalhes, mas muitas coisas não me ficaram claras. Até agora não entendi direito o que é ser uma "classificadora", a vocação da nossa protagonista, Cassia. Esse é o primeiro ponto.

O segundo é a falta de história. No começo, Cassia fica só se lamentando pela morte do avô e se indagando sobre a vida e seus sentimentos. É uma lentidão de pensamentos, de conversas internas, coisas que não levarão a lugar nenhum. Pois a maioria dos livros contados em primeira pessoa têm muitos diálogos internos, mas, por trás disso, há um pano de fundo, ou seja, uma trama acontecendo. No começo e meio de Destino, não há NADA acontecendo. Um mistério a ser desvendado, um objetivo a ser alcançado, NADICA DE NADA, por isso abandonei a leitura.

O terceiro ponto é o triângulo amoroso sem sentido. Cassia recebe como Par, ou seja, o menino com quem vai casar, Xander, seu melhor amigo. Porém, há um erro e ela visualiza outra pessoa na tela. Isso tudo por, no máximo, uns cinco segundos. O rosto que ela vê é o de Ky, um vizinho. Bastou isso, apenas isso, menos de cinco segundos, para ela se apaixonar perdidamente por ele. A Desiree já falou sobre isso em uma de suas resenhas, não lembro qual agora. Foi um romance total Sedex 1000! No final houve uma explicação pra isso, mas sabe quando a coisa não te desce?

O quarto ponto é a narrativa. Ela não flui, avança lentamente porque. Ally. Usa. Frases. Curtas. A leitura fica pausada, sem ritmo, tornando-se cansativa.

Felizmente as coisas mudam nas últimas oitenta páginas. Cassia finalmente arranja uma missão, descobre coisas e toda aquela lenga-lenga do começo se amarra de alguma forma. A narrativa inicial serviu de base para as decisões de Cassia. De tanto pensar no modo como vivia, em Ky, Xander e suas decisões, ela tomou um caminho importante e mais agitado para Travessia.

Simpatizo com Cassia. Ela é esperta e a partir do momento em que lhe dão uma brecha, começa a questionar a Sociedade e as leis impostas sob os cidadãos de sua província. Além disso, ela tem um jeito meio poético de ver a vida, por isso toda aquela discussão mental do começo. Cassia é movida pelo amor. Em outro cenário, ela poderia facilmente ser uma escritora, apesar de sua mente classificadora (seja lá o que isso quer dizer).

Ky e Xander são mocinhos bons. Ky é meio apagado. Seu destaque se deve todo a sua ligação com Cassia e sua história em particular, mas Xander é interessante por si só, pelo jeito como vê as coisas, como permanece calado, mas sua cabeça funciona sem parar. Gostei bastante dele e, apesar de não acreditar muito nisso, gostaria de ver mais dele em Travessia.

Outros personagens bastante interessantes são os pais de Cassia. Eles e a filha possuem uma ligação muito especial, de confiança mesmo. Difícil ver esse tipo de coisa em YAs. Gostei da novidade.

Bom, não sei como classificar esse livro. As últimas páginas compensam as outras duzentas de pura chatice? Talvez sim, já que estou ansiosa pela continuação.

Quem gosta de distópicos com bastante rebeldia, vai gostar de Destino. E quem gosta de romances fofos e melosos também. Só recomendo que não parem a leitura no meio, como fiz, caso fiquem irritados com a lentidão do começo. O final é muito bom e deixa ótimas lacunas para a sequência.

Comentários

  1. Eu amei o livro. E vi um objetivo no começo sim. Ela quer descobrir pq ky foi colocado no banquete do par. Pq ele eh uma aberração. Eu entendi oq era a função d classificadora, ela tem que achar padrões nas coisas e classificar. Tipo ter quadradinhos coloridos e separar eles pela cor. Eh bem simples na vdd. Eh oq o propio nome diz. Lamento te decepcionar mas zem xander no segundo livro. Em compensação mto ky. Vc vai mudar d opinião sobre ele no segundo livro. E no terceiro vc descobre quem colocou ele no banquete do par. Mas com mta aventura no meio

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Po, eu não achei tão simples assim rsrs
      Tive muita dificuldade de terminar esse livro, achei super chato e a leitura não fluía no começo. Só mais pro final consegui engatar de verdade.

      Já li o segundo e até gostei, mas faz muito tempo. Vou ter que ler tudo de novo pra pegar Conquista :/

      Excluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas