Girls, uma ótima produção da HBO

A greve das federais se estendeu por quatro meses. Quatro longos meses. E apesar da minha pilha de livros ser bem extensa, a preguiça falou mais alto (se vocês soubessem que passariam o verão carioca pegando dois ônibus de segunda a sexta também estariam desanimados com a VIDA) e passei a maior parte do tempo comendo e vendo série.

Bom, The Vampire Diaries só volta em Outubro e Glee, True Blood e Pretty Little Liars estavam pausados. O QUE FAZER, MEU DEUS???

Procurar uma série nova pra ver.

É claro.



Ninguém produz séries como a HBO. True Blood e Game of Thrones estão aí pra provar. Os caras fazem produções a nível cinematográfico, pelo menos no caso de GoT, e não têm medo de botar no ar coisas que ofenderiam a família brasileira. Girls é um desses casos.

Não é uma produção cinematográfica, mas tem um enredo bacana e personagens interessantes.

A série conta a história de quatro amigas um ~pouco~ mal resolvidas na vida. Hannah é uma gordinha desleixada e desempregada. Sua vida muda quando seus pais decidem cortar sua mesada, a fim de obrigá-la a arranjar um emprego de verdade. Mas ela é meio dãã das ideia e sempre acaba arranjando um defeito nas oportunidades ou falando alguma besteira nas entrevistas.



Além disso, Hannah mantém uma relação de sexo casual com um cara completamente doido. Os dois juntos rendem as melhores cenas da série e Adam, esse tal cara, é bem difícil de entender. Ele é meio impulsivo, raivoso, mas às vezes faz umas coisas bem fofas, sem aviso prévio. E, por ser gordinha, Hannah tem a auto-estima baixa - mas é cult demais pra admitir isso - e ainda por cima, apaixonada por Adam. O que pode resultar de uma relação entre duas pessoas com os parafusos soltos?



A Marnie é tão boa quanto as outras personagens, mas com certeza é a que mais me dá raiva. Ela é toda certinha, tem um emprego bom e um namorado melhor ainda, mas não está satisfeita com ele. O cara é daquele tipo que ama demais uma pessoa, sabe? É todo fofo, nunca se estressa, nunca briga com ela. Marnie está entendiada com o namoro, mas mesmo assim não consegue decidir se gosta dele ou não. Pode isso, Brasil? Pra mim, ela não o merece!!!



Essa aí é a Jessa. Uma europeia porra louca. Ela não recebe muita atenção na série, acredito que o foco sobre ela irá aumentar na próxima temporada. Sua crise não é visível em um primeiro momento, mas com o passar dos episódios, Jessa começa a perceber que precisar cuidar de seu futuro. Na verdade, ela taca o foda-se até os últimos segundos, quando uma coisa acontece e ela passa a questionar o modo como leva a vida.



Shoshanna tem um destaque quase zero na série. Você percebe de cara que tem alguma coisa de diferente nela. Ela fala rápido demais, é entusiasmada demais e idolatra a perspectiva de Jessa. Essa é a personagem que rende os melhores momentos de comédia.

Uma das coisas mais incríveis de Girls são os diálogos. Alguns são bem estranhos e você pensa "será que eu falaria uma coisa dessas no meu dia-a-dia?". A série trata de problemas cotidianos, situações que acontecem com todo mundo, mas as soluções propostas no roteiro não seriam as primeiras sugeridas na vida real.

Pode ser uma ajuda pra quem passa pelos problemas das personagens. Não posso falar qual é o dilema da Shoshanna, seria um baita spoiler, mas com certeza é útil pra muita gente.

Girls já encerrou uma temporada curtinha e volta em janeiro de 2013.

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